O Método Yantra

O método inteiro cabe numa conta que você pode conferir.

Não existe caixa-preta: são seis pilares, trinta indicadores, um peso declarado para cada indicador e uma soma. Esta página mostra a conta antes de você responder qualquer coisa.

Fazer o Raio-X · 12 min

O centro

Antes dos pilares vem o Bindu.

Bindu é o objetivo central do Canvas Yantra, e a pergunta que o define é sempre a mesma: qual é o único resultado que, se alcançado nos próximos 12 meses, tornaria todo o resto secundário? Sem essa resposta, os seis pilares viram uma lista de boas práticas. Com ela, cada pilar passa a ser medido em relação a alguma coisa.

É por isso que o método não começa por tática. Um pilar fraco só é problema em relação a um destino, e a maioria das empresas que já testou de tudo nunca escreveu o destino.

A conta

Score do pilar = soma de (nota × peso).

Cada pilar tem cinco indicadores. Cada indicador recebe uma nota de 0 a 10 e tem um peso fixo dentro do pilar. Os pesos somam 100% sempre. A soma ponderada dá a nota do pilar, de 0 a 10. A soma dos seis pilares dá o Score total, de 0 a 60.

Score do pilar

Σ (nota do indicador × peso do indicador) → 0 a 10

Score total

Σ dos 6 scores de pilar → 0 a 60

Exemplo de leitura · não é dado de cliente

Pilar Aquisição: previsibilidade 3 (peso 30%) + canais 4 (20%) + CAC 2 (20%) + presença digital 5 (15%) + leads qualificados 3 (15%).

0,9 + 0,8 + 0,4 + 0,75 + 0,45 = 3,3

Abaixo de 4,0, o pilar é sinalizado como gargalo crítico, mesmo que os outros cinco estejam bem.

A regra do Gargalo Crítico.

Média boa não salva pilar fraco. Qualquer pilar abaixo de 4,0 é sinalizado, mesmo com o Score total parecendo saudável. É a regra que impede o método de virar autoajuda. Também é a que evita o erro mais caro do mercado: investir no pilar que já funciona.

Os trinta indicadores

Os pesos estão escritos. Você pode discordar deles.

Os pesos foram calibrados para empresas de R$ 30 a 80 mil por mês e são recalibrados com o aprendizado de cada diagnóstico. Estão publicados aqui porque um número que ninguém pode auditar não serve para decidir nada.

Pilar 1 · Clareza

O que a empresa vende, para quem, e por quê?

IndicadorPeso no pilar
Clareza do público-alvo (ICP definido)25%
Clareza da proposta de valor25%
Clareza de precificação e margem20%
Consistência da mensagem entre canais15%
Conhecimento dos concorrentes diretos15%
Pilar 2 · Direção

Onde a empresa quer chegar em 12 meses?

IndicadorPeso no pilar
Metas de 12 meses claras e escritas25%
Plano de ação e prioridades definidos25%
Alinhamento do time com os objetivos20%
Frequência de revisão do plano15%
Indicadores (KPIs) de acompanhamento definidos15%
Pilar 3 · Aquisição

Como novos clientes chegam até ela?

IndicadorPeso no pilar
Previsibilidade do fluxo de leads/clientes30%
Diversificação de canais de aquisição20%
Custo de aquisição (CAC) conhecido20%
Presença digital ativa (site/redes)15%
Geração de leads qualificados15%
Pilar 4 · Conversão

Quantos interessados realmente compram?

IndicadorPeso no pilar
Taxa de conversão de leads em vendas conhecida25%
Processo comercial estruturado (funil/CRM)25%
Follow-up e recuperação de leads perdidos20%
Ticket médio e política comercial definidos15%
Tempo médio de fechamento controlado15%
Pilar 5 · Escala

O que impede vender mais sem perder qualidade?

IndicadorPeso no pilar
Processos documentados e replicáveis25%
Capacidade de atender aumento de demanda25%
Delegação e time além do fundador20%
Uso de automações e ferramentas15%
Saúde financeira e fluxo de caixa para crescer15%
Pilar 6 · Evolução

Como a empresa aprende e se adapta?

IndicadorPeso no pilar
Uso de dados para tomada de decisão25%
Rotina de aprendizado e capacitação do time20%
Capacidade de adaptação a mudanças de mercado25%
Inovação e testagem de novas ofertas15%
Relacionamento com mentoria/consultoria externa15%
As cinco faixas

O Score não é uma nota de prova. É um endereço.

A faixa diz em que estágio a empresa opera hoje, e cada estágio tem um próximo passo diferente. Nenhuma faixa é ruim em si. O que atrasa uma empresa é operar numa faixa e planejar como se estivesse em outra.

Caos · 0 a 12

A empresa funciona por reação. Nenhum processo é replicável e quase nenhuma decisão tem dado por trás.

Estruturação · 13 a 24

Já existe operação, ainda não existe método. O dono é o processo.

Organização · 25 a 36

Processos existem em parte, os números começam a aparecer, mas a direção ainda muda a cada trimestre.

Crescimento · 37 a 48

A empresa cresce com previsibilidade e o gargalo migra para gestão e time.

Escala · 49 a 60

O negócio opera sem depender do fundador no dia a dia e a discussão passa a ser de expansão.

As quatro fases

Do diagnóstico ao acompanhamento, sem pular etapa.

Sem 1 a 4

Diagnóstico

Business Model Canvas, Canvas Yantra, Questionário, Matriz com o Score, SWOT, Matriz GUT e a Linha de Base.

Sem 5 a 8

Planejamento

Relatório Executivo, Posicionamento, Matriz de Oferta e Plano de Negócios.

Sem 9 a 11

Plano de ação

OKR, Roadmap de 90 dias e 5W2H nas ações complexas.

Quinzenal

Acompanhamento

Dashboard, FCA nos desvios, PDI quando o gargalo é de time e reavaliação de Score aos 90 e 180 dias.

Por que o OKR só nasce na semana 9.

Definir meta antes do Score é fixar objetivo sem saber onde está o gargalo. O OKR entra depois que o Plano de Negócios já validou a direção, nunca durante o diagnóstico. É a regra do método que mais gera discussão, e a que mais evita retrabalho.

O que o método não faz.

Não escreve seu anúncio, não gere sua rede, não constrói seu site, não substitui contador nem advogado. O método aponta onde está o gargalo, define o que precisa acontecer e acompanha o número se mexendo. Quem executa é a sua empresa, ou um fornecedor que você escolhe sabendo por quê.

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